Salete

Alemães e italianos da região do Vale buscavam novas terras para suas diferentes culturas e encontraram na localidade as condições para tal a partir de 1925. Batizada em homenagem à Nossa Senhora de Salete, a cidade pertenceu a Taió até 1961, quando atendia pelo nome de Ribeirão Grande.  A imagem da santa aclamada pelos habitantes do município está no alto do Morro da Salete, onde foi construído um santuário. Trilhas ecológicas completam os atrativos deste município, onde a fé e a religião são o grande produto turístico.

História e Cultura

Museus, Casas de Cultura, Memoriais e Monumentos


Museu Dona Emilia  (8)


Museu Dona Emília
O Museu Dona Emília fica situado na comunidade São Luiz, município de Salete/SC, às margens da Rodovia SC 114 Prefeito Affonso Rohden, e resgata um pouco da história de colonização do município, sua cultura e a luta dos desbravadores do Alto Vale.


''Povo sem memória é povo sem história. ''
Máquinas de costura, ferros de passar roupa, cangas, balanças, artigos de ferraria, de caça, de construção civil, da agricultura, da odontologia, da igreja, artesanatos, coleção de moedas, chaveiros… São tantas antiguidades que é difícil lembrar de muitas, já que todas é impossível. O Museu Dona Emília, localizado na comunidade de São Luiz, logo depois do portal de Salete, do lado esquerdo, é mantido pela família Tamanini, entre eles o proprietário do local e da ideia, Bruno e sua esposa Dilma. Dona Emília é a matriarca da família de Raimundo Taminini, com quem teve 13 filhos. E, em 10 de outubro de 2010, foi homenageada por eles, através do museu que todos ajudaram a criar. “Eu comecei a me interessar por peças antigas há mais de 30 anos, foi quando comecei a pegar as minhas primeiras peças. Algum tempo depois, tentei convencer o poder público de fazermos um museu municipal, a ideia não foi em frente, e por isso, com a ajuda dos meus irmãos nós decidimos montar aqui mesmo e dar o nome da nossa mãe”, relembra Bruno, hoje aos 72 anos. Algumas peças foram/são mesmo da família, mas muitas são doações de amigos e visitantes que conheceram o local e ajudam a construir o museu e preservar a história. “Todo mundo ajuda a construir um pouquinho, é a nossa família que mantém, mas as pessoas têm ajudado muito. Como não cobramos a visita, também não podemos gastar com compra de objetos, alguma coisa a gente acaba comprando, mas muito pouco”, explicou o idealizador. Das mais de 500 peças que estão em exposição hoje, mais de 300 já estão catalogadas e com um pequeno histórico que facilita para os visitantes saber mais sobre ela. Esse trabalho é feito por um dos irmãos de Bruno, o Juliano, morador de Maringá/PR e que reúne as informações do doador da peça com pesquisas na internet para montar o histórico. “Toda a irmandande ajuda de alguma maneira, queremos catalogar tudinho, sabemos que isso é bastante importante, e aos poucos estamos fazendo”. Muitas peças que chegam até o museu precisam de algum tipo de restauro ou manutenção, e esse trabalho também é feito pela família, o próprio Bruno tem uma pequena ferraria em casa onde conserta o que pode.


Um pouquinho de história
Já na entrada no Museu Dona Emília estão algumas pedras que, de acordo com Bruno, têm milhões de anos. “Essa aqui é de milhões de anos atrás quando aqui era mar, essa pedra achamos aqui na localidade de Santo Antônio quando um vizinho foi abrir uma arrozeira. A pedra tem marcas de conchas, e até conchas cravadas nela”. De fato foi isso que conseguimos visualizar, as marcas de um lado da pedra são bastante claras, assim como as conchas em si do outro lado. No espaço indígena, além de artesanatos de várias tribos, é possível conhecer os utensílios usados pelos índios na hora da caça, uma lança que segundo Bruno era utilizada para matar as onças e o tradicional machado de pedra. A curiosidade nesta área do museu, é que muitas peças foram “roubadas” por visitantes, alunos que não entenderam o significado do museu. “A gente coloca placa que não pode mexer, mas às vezes não escutam, agora coloquei essa tela para tentar diminuir isso”. Algumas das peças em exposição ainda funcionam, como é o caso de uma máquina de costura. Outras lembram história, como é o caso de um baú que foi a primeira mala da irmã de Bruno. “Por muitos anos a minha cunhada só tinha esse baú para levar as roupas para o convento, só depois de anos que ela ganhou uma mala de verdade. Esse baú tem mais de 70 anos”, contou Dilma. Utensílios usados na agricultura, nas ferrarias, no cotidiano das pessoas há muitos anos remetem a lembranças, e Bruno conta como tudo funcionava, tanto para laçar um boi em local acidentado, como para fazer assoalhos com peças de encaixe, ou aquelas capas de dente de ouro, tão tradicionais em algumas gerações. “Nem sempre tivemos a tecnologia a nosso favor, muito era feito com muito arroz e feijão (braços) e muita dedicação”. Entre as peças mais antigas do Museu Dona Emília está uma armadilha para animais de 1875, e um tipo de macaco mecânico de 1881. Além de uma lousa escolar, que as crianças levavam para escola antes mesmo do caderno.


Dedicação e fé
Quem chega na propriedade de Bruno e Dima Tamanini já percebe, mesmo antes de entrar, que a natureza está presente e com muita vontade. Através de um portão que tem pintada a bandeira do Brasil e de um portal inscrito em madeira o nome do museu, você inicia a viagem no tempo e na fé. Além do Museu Dona Emília, Bruno iniciou em julho a construção de uma via-sacra, o trajeto seguido por Jesus Cristo carregando a cruz. “Tinha um espaço que já estava preparando para fazer uma gruta de Nossa Senhora Perpétuo Socorro, de quem minha mãe era muito devota, quando o hermano Papa Francisco veio ao Brasil, tive a ideia então de fazer algo mais, e construí a via-sacra”, descreveu Bruno. Em uma trilha curta em meio a natureza, é possível passar pelas 14 tradicionais estações da Paixão de Cristo, até chegar a 15ª estação que o momento da ressurreição de Jesus. Bruno cuidou de cada detalhe, pregou uma ripa de madeira com uma casinha na ponta, lá além da imagem de Jesus, também a descrição da estação e uma mensagem de reflexão. Embaixo no pé da estação uma muda de antúrio foi plantada. Ao fim da via-sacra, passa-se pelo local que possui a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e um pouco mais a frente uma pequena casinha que, segundo Bruno e Dilma, é para reflexão, para orações, ou simplesmente para descansar. Muitos visitantes já passaram pelo Museu Dona Emília e seu livro de registros conta com mais de quatro mil assinaturas. O Museu está aberto todos os dias, a entrada é livre (sem custos), mas sempre é interessante que se façam agendamentos pelo telefone (47) 35630271 ou (47) 96059147, ou ainda pelo e-mail museudonaemilia@gmail.com



Igrejas


Sanut+írio de Nossa Senhora da Salete (6)
Santuário Nossa Senhora da Salete
O Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Salete é um importante centro de manifestação religiosa do Alto Vale do Itajaí. Está localizado no Morro da Salete. É um dos mais belos pontos turísticos e de contemplação da região. Peregrinas e peregrinos de todas as idades e diferentes lugares por meio da salutar veneração depositam em Nossa Senhora da Salete, sua inefável confiança.Chegando ao Caminho da Via Sacra ou no alto do Morro, prostram-se a rezar, pedindo graças, depois, agradecem as bênçãos recebidas. Turistas são atraídos pelas belezas desta prodigiosa montanha que em estado de contemplação se surpreendem extasiados com a riqueza do espírito religioso presente nesse ambiente de magnífica beleza natural. Situado no Morro da Salete, proporciona uma vista de toda a cidade. Na Via-sacra, os fiéis participam da procissão para comemoração da Páscoa e para agradecer o ano. Está sob a direção da Congregação do Espírito Santo.Na Festa do Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Salete, o destaque das comemorações é o Festival de Corais, que reúne coralistas e corais de todo o Estado. A programação conta ainda com momentos de religião, entretenimento, confraternização, almoço festivo e música para animar os participantes.
Valor da entrada: Não há cobrança de entrada
E-mail: informativo@salete.sc.gov.br
Telefone: (47) 3563-0194 ou (47) 3563-0266


Gruta de Nossa Senhora de F+ítima (2)
Gruta Nossa Senhora de Fátima
A Gruta Nossa Senhora de Fátima é uma beleza natural, possui um local com oratório e bancos para as pessoas fazer suas orações, rodeada com varias belezas naturais como mata e cachoeira a gruta também traz um pouco de religiosidade, uma harmonia e um bem estar as pessoas, local muito lindo de ser visitado.
A gruta fica localizada na localidade de Furninha de Fátima, uns 4 km do Centro.
*Horário de funcionamento: Aberto ao público diariamente.


Eventos

Eventos Esportivos


Torneio Familiar de Futsal (3)
Torneio Familiar de Futsal de Salete
O Torneio Familiar de Futsal de Salete é realizado há 24 anos no mês de Abril, no Ginásio Municipal de Esportes Roberto Schreiber. O evento foi idealizado pelo Sr. José Celésio Pivatto, quando presidente da Igreja Católica de Salete, no ano de 1992, com o objetivo principal, integrar as famílias através do esporte, dando inicio a sua história, com a realização da 1.ª Edição do Torneio.
As primeiras edições foram enfrentadas algumas dificuldades, por ser uma novidade, uma competição diferente, mas com muito esforço e dedicação dos organizadores, a partir da 6.ª até 11.ª Edição, houve-se a necessidade de limitar o número de participantes para 30 famílias, depois para 34 e a partir de 2009, foi ampliada as vagas para 40 equipes, para possibilitar o ingresso de famílias que ao longo dos anos não conseguiam sua inscrição.
Paralelamente ao torneio são realizadas várias outras atrações, como: Shows, apresentações artísticas e culturais e também o BAILE DA INTEGRAÇÃO FAMILIAR, com o concurso para eleger a Rainha e princesas do Torneio, considerado o melhor, o maior, o mais esperado baile do ano.
O Torneio Familiar de Futsal de Salete é considerado o maior evento esportivo familiar do Brasil. As famílias participantes são de diversas regiões de Santa Catarina e também do Paraná. Durante o evento mais de quatro mil pessoas visitam a cidade de Salete.
Para participar do torneio familiar todos os integrantes da equipe devem ser parentes entre si, ou seja, membros de uma mesma família, podendo ser: Pais, filhos, irmãos, primos, tios, sobrinhos cunhados ou genros e todos devem apresentar documentação oficial para comprovar o grau de parentesco.
Promotor do Evento: Até o ano de 2006 foi promovido, realizado pela Igreja Católica de Salete pertencente á Paróquia Imaculada Conceição. A partir do ano de 2007 passou a ser promovido e realizado pela ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA E ASSISTENCIAL SALETENSE “ADAS”.


Ecoturismo e Esportes de Aventura

Voo Livre, Paraquedismo e Planador


Voo Livre - rampa do IPVA (3)

Rampa do “IPVA”
Inaugurada no ano de 2008 a Rampa do “IPVA”, uma homenagem ao idealizador Antônio de Oliveira, fica localizada na comunidade de Ribeirão América, no Morro da Repetidora, distante 7 km do Centro da cidade de Salete.  O acesso pode ser feito por dois caminhos, mas requer muita atenção dos motoristas, pois a estrada é estreita, o que impossibilita em vários pontos a passagem de dois veículos.  Inicialmente a pista de salto era de chão batido, porém em 2009 a Administração Municipal revestiu com grama natural. Em dias de competição o local conta com serviço de bar e cozinha. A Prefeitura realiza o transporte dos participantes que não possuem veículos para chegar até o salto. Desde 2008 a Administração Municipal e a Associação de Voo Livre de Salete (AVLS) organizam no mês de novembro, o Festival de Voo Livre de Salete. Esta, que será a oitava edição, ocorrerá dias 12 e 13 de novembro. Em 2011 o município sediou duas importantes competições de esporte radical, o Campeonato Catarinense de Asa Delta e o Campeonato Catarinense de Parapente, reunindo pilotos de todo o Estado. Local: Rampa do IPVA - Salete - SC  Altitude: 850 metros / 2788 feet.  Desnível/Vertical: 390 metros / 1279.2 feet.  Quadrante: E|NE 
Mais informações:


Mauricio Anderle - Presidente da AVLS: (47) 9935-5122
Fanpage da Associação de Voo Livre de Salete – AVLS: https://goo.gl/uS2xwR
*Serviço: Reservas de hospedagem


Restaurante e Pousada Weber: (47) 3563-0494


Praia e Natureza

Cachoeiras, lagoas e outros recantos naturais


Cachoeira do Morro de Nossa Senhora da Salete
A Cachoeira do Morro do Santuário Nossa Senhora da Salete, fica a margem direita do asfalto que dá acesso ao prédio do Santuário. Localizado na comunidade de Rio Panela, quatro quilômetros do Centro. Muitos visitantes descem as escadarias para chegar mais próximo da queda d’água.
A descida é íngreme e requer cuidados.
*Valor da entrada: Não há cobrança de entrada


Localização Geográfica

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